NARRATIVAS DA VIDA

Sou  Psicologa  CRP-03/01376  e  uso a abordagem da Narrativa como instrumento de  trabalho. A Terapia Narrativa é uma visão de mundo, uma filosofia de vida inserida em uma abordagem terapêutica pós-estruturalista que não separa o observador do observado.

MARTIN LUTHER KING

SEGREGAÇÃO SOCIAL E A LUTA PELOS DIREITOS CIVIS DA POPULAÇÃO AMERICANA NEGRA Cinebiografia que conta a luta histórica e pacifista do ativista político MARTIN LUTHER KING, que em 1965 liderou a famosa Marcha pelos Direitos Civis, entre as cidades de Selma e Montgomery, no Alabama. O movimento tornou-se um dos mais importantes dos Estados Unidos, garantindo o direito de voto aos negros. Martin Luther King era filho e neto de pastores e formou- se em Teologia. 101 SELMA – A LUTA PELA IGUALDADE, UM SONHO QUE PODE MUDAR O MUNDO. • Dirigido por Ava Du Vernay • Ano 2015 – 2h 8 min. (Reino Unido) • Data de lançamento: 06 de fev. de 2015. • Roteirista: Paul Webb • Selma teve orçamento de US$ 20 milhões. ELENCO PRINCIPAL * David Oyelowo - Dr. Martin Luther King, Jr.: * Tom Wilkinson -Presidente Lyndon B. Johnson; * Carmen Ejogo - Coretta Scott King SINOPSE: Em 1964, enquanto Martin Luther King Jr. recebe seu Nobel da Paz, diversos afro-americanos, como Annie Lee Cooper de Selma, ainda não tinham acesso à inscrição nos cadernos eleitorais. Para garantir o direito de voto para todos os afro-americanos, Martin Luther King então se reúne com o Presidente Lyndon B. Johnson, para que ele possa criar uma lei que proteja os negros que querem votar. Martin, em seguida, vai para Selma, no interior do Alabama, com Ralph Abernathy, Andrew Young e Diane Nash. Lá, eles encontram vários ativistas da Conferência da Liderança Cristã do Sul (SCLC). Como Martin Luther King se torna importante, John Edgar Hoover tenta convencer o presidente Johnson para monitorar e prejudicar ainda mais seu casamento com Coretta King. SELMA: UMA LUTA PELA IGUALDADE é um filme de drama biográfico norte-americano de 2h8min (tendo sua estreia no Brasil em 5 de fevereiro de 2015). Foi dirigido por Ava 102 DuVernay, com atuações de David Oyelowo, Tom Wilkinson, Carmen Ejogo, Oprah Winfrey, entre outros. Curiosidades: O Protesto ocorrido em 1965 foi devido à proibição do direito ao voto para os negros. A Marcha pelos Direitos Civis ficou marcada pela brutalidade da policia forçando o presidente Lyndon Johnson, a assinar a Lei dos Direitos do Negro ao voto no mesmo ano. O filme é baseado em fatos reais e conta a história de MARTIN LUTHER KING Jr na liderança das marchas realizadas na cidade de Selma, Alabama, em busca do direito eleitoral igualitário para os negros. O filme começa mostrando LUTHER KING ganhando o prêmio NOBEL DA PAZ, falando sobre seus sonhos e sua família. Logo em seguida, mostra um atentado a quatro garotinhas que estão sendo atacadas, e foram posteriormente mortas por uma bomba. Começa a mostrar, então, a dificuldade de um negro para conseguir o direito de votar. Mesmo tendo direito por lei, de acordo com a teoria, eles não conseguem votar, na prática. Mostra quantas perguntas desnecessárias e ridículas são feitas para que lhe deem o título eleitoral. É nessa hora que LUTHER KING entra, para lutar pelo direito de todos os negros votarem. Numa conversa com o presidente, LUTHER KING pede para que não seja negado o direito dos negros votarem; mas o presidente Johnson diz que não pode fazer nada por enquanto, visto que terá de esperar para criar outra constituição que dê o direito para os negros, na prática. LUTHER KING diz que eles não irão parar até conseguirem o que querem. É quando ele vai, então, para Selma, onde as pessoas estão prontas para lutar. Ao chegar lá, LUTHER KING é recebido de uma maneira nada agradável: recebe um soco no rosto. Mas não se importa, simplesmente levanta e vai embora. 103 A notícia chega ao presidente, e sugerem a ele que deveriam parar permanentemente LUTHER KING, ou sua mulher – mas o presidente diz que não será necessário. Começam a monitorar LUTHER KING e sua família – além de os ameaçarem constantemente. LUTHER KING resolve fazer um discurso convidando os negros para “lutarem” pelos seus direitos, convida-os para protestarem pacificamente; tendo em vista que mais de 50% de Selma era de população negra onde nenhum deles, tinha o direito de votar. A população se exalta e resolve entrar nisso com tudo. Vão de encontro ao xerife para que lhes seja dado esse direito. Param em frente do tribunal e sentam-se, esperando poder entrar para se registrarem. O xerife diz que eles só poderiam entrar pelas portas dos fundos, mas LUTHER KING diz que não, tendo em vista que a segregação já era ilegal. O xerife se opõe e, de forma violenta, começa a pedir para que todos saiam da calçada e da rua e seus homens começam a chutar, bater em todos que estavam na frente do tribunal. Muitos são presos, inclusive LUTHER KING e as notícias da violência contra os negros começam a se espalhar pelo país, inclusive na Casa Branca. Certa noite, algumas pessoas saem às ruas para protestar e são pegas de surpresa pelos policiais que espancam as pessoas ali presentes, vão atrás de três pessoas que conseguiram fugir e matam um menino. LUTHER KING, então, extremamente revoltado com a situação vai novamente ao presidente para pedir que lhe apoie, mas novamente, o presidente se recusa. Então, decide marchar de Selma até a capital do estado, Montgomery. Mas a mulher de LUTHER KING mostra-se preocupada e indignada, e ele resolve adiar – mas a população não. Cerca de 500 negros saíram, então, para marchar. Mas 104 ao chegar à ponte de Montgomery, os policiais estavam fechando o local. Ao ver a aproximação das pessoas, foi dada a ordem aos policiais para atacarem, resultando, novamente em violência e crueldade, inclusive, com bombas de gás para obstruir a visão dos protestantes. Porém, no local, estavam também jornalistas, que noticiaram o ocorrido, causando uma grande comoção na população branca que por sua vez, decide ajudar os negros a conquistarem seus direitos. Porém, o governador continua se opondo à população; e o presidente continua tentando impedir que eles marchem novamente. Em uma nova marcha, muitas pessoas se juntam; entre elas, dezenas de pessoas brancas também em apoio de comoção aos negros. Dessa vez, essa nova marcha tem LUTHER KING na liderança. Ao chegarem à mesma ponte, LUTHER KING sente-se ameaçado; ajoelha, reza e resolve voltar para trás, mesmo tendo o caminho sido aberto, dessa vez pela polícia. Muitos começam a lhe criticar, mas LUTHER KING disse que sentiu que seria uma armadilha e que fechariam o caminho de volta para Selma, por isso resolveu desistir dessa marcha. Após a discussão, um dos brancos que estava apoiando a marcha, Reeb, foi morto por um grupo de pessoas que eram contra a marcha e os protestantes. Novamente indignado, LUTHER KING tenta, novamente falar com o presidente – sem sucesso. LUTHER KING e as pessoas de Selma foram ao tribunal para ter o direito de protestar contra a crueldade dos policiais, e para conseguirem fazer a marcha até o final, sem interrupções. Após as discussões, o júri dá o direito de uma marcha de cinco dias, sem policiais para amedrontar e machucar. Depois que o juiz concedeu à população o “direito” de marchar, o presidente tenta conversar com o governador de Alabama para que ele 105 permita, na prática, que os negros possam votar também – mas ele começa com várias desculpas preconceituosas e sem fundamentos. Então, o presidente resolve fazer um discurso em apoio, dizendo que o problema é nacional e não apenas de negro ou sulista e que todos devem ser aptos a votar, não importa sua cor de pele ou sua raça; e que todos terão direito, a partir de agora, e que conseguirão votar. Então, muitas pessoas vão às ruas para um novo protesto – dessa vez, imensamente maior que as duas anteriores; com direito a abrigos e paradas até o destino final. O protesto foi pacífico e amigável. Ao chegar ao local, LUTHER KING, coloca seu famoso discurso EU TENHO UM SONHO (I have a dream), encorajando os negros a não desistirem de seus direitos. Cinco meses depois, o presidente Johnson assinou a lei do direito ao voto, de 1965, com LUTHER KING ao seu lado. Infelizmente, quatro anos depois, momentos antes de uma marcha, LUTHER KING foi assassinado por um segregacionista do sul em 04 de abril de 1968.