NARRATIVAS DA VIDA

Sou  Psicologa  CRP-03/01376  e  uso a abordagem da Narrativa como instrumento de  trabalho. A Terapia Narrativa é uma visão de mundo, uma filosofia de vida inserida em uma abordagem terapêutica pós-estruturalista que não separa o observador do observado.

A TERAPIA NARRATIVA

A Terapia Narrativa foi desenvolvida como enfoque terapêutico a partir dos anos 80 através da cooperação entre MICHAEL WHITE E DAVID EPSTON, personalidades brilhantes que desenvolveram a base do que hoje conhecemos como Terapia Narrativa. WHITE (1994) acentua no atendimento a dominação cultural e desenvolve um trabalho terapêutico inserindo preconceitos e assuntos sócios culturais que de formas diferentes estão ligados à influência da psicopatologia.

As pessoas procuram ajuda terapêutica porque a maioria das vezes as narrativas socialmente dominantes, organizadas a partir de verdades tomadas como adquiridas as impedem de viver suas narrativas preferidas. Michael White e David Epston desconstroem uma velha forma de lidar com as patologias e incluem na terapia as influencias socioculturais que também paralisam as pessoas, os preconceitos que são colados com as patologias mentais. Reconstroem as velhas ideias terapêuticas de que só o físico ou psíquico são doenças e os dois demonstram que era e foi possível lidar de forma nova com essas conjunturas. Assim consolidaram novas aberturas para o que hoje chamamos Terapia Narrativa.

As três etapas desconstrução do problema que é trazido, a reconstrução de velhas histórias com as novas possibilidades de histórias alternativas e consolidação do que foi alcançado com a terapia são as principais etapas usadas num processo terapêutico. Ser normal, adequado, desejável, ter competitividade são pressupostos sociais que podem ter impacto poderoso na vida das pessoas, conduzindo a formação de narrativas que podem envolver sofrimento quando as pessoas não conseguem viver de acordo com essas conjecturas. As histórias que as pessoas trazem são decisivas para o entendimento dos métodos narrativos de trabalho. Essas histórias não são somente produções individuais, visto que, há pressuposições que as organizam (as verdades tomadas como adquiridas) e que são derivados de nossa história social e da nossa cultura. (Foucault).

O terapeuta narrativo trabalha com a história que a pessoa traz, não encaixa a pessoa na teoria.  O objetivo da T. Narrativa é mudar a relação da pessoa com o problema, construir histórias alternativas para que passem a viver uma nova história.

Resumindo, assim WHITE (1995) articula que na T. Narrativa:

ϖ Não é possível interpretarmos a experiência vivenciada por uma pessoa sem termos acesso a alguma estrutura compreensível da história da própria pessoa que nos proporcione um contexto das suas experiências pessoais, isto é, uma moldura que dê pertinência a um possível significado.

ϖ Menciona que os significados vindos da interpretação do terapeuta não são neutros em suas implicações, visto que, trazem em si efeitos reais do que o terapeuta diz, faz e os passos que dá na vida. Dai a importância da história da própria pessoa.

ϖ Para estabelecer de forma ativa a explicação da própria experiência se começa a partir de como se vive a própria vida, e “o ponto de vista da narrativa é que as histórias constituem a moldura para essa inteligibilidade”.

ϖ A metodologia do pensamento narrativo privilegia as particularidades das experiências vividas, as quais têm influencias vitais na trama das histórias, além de serem geradoras de significados. ϖ Dessa forma a T. Narrativa propõe que são as historias narradas pelos pacientes que determinam quais são os aspectos significativos das experiências que moldam suas vidas.

ϖ A T. Narrativa objetiva proporcionar múltiplas perspectivas de uma realidade vivida, pois existem múltiplos caminhos a escolher e percorrer. ϖ Não existe um só caminho, Com essa convicção há uma visão aberta da história apresentada.

Na Terapia Narrativa, é mostrado que na vida assim como nos filmes:

¬ As histórias constam de eventos.    ¬ Interligados em sequências,

¬ Através do tempo. ¬ De acordo com um enredo (Morgan, 2007).

A T. Narrativa trabalha com as histórias narradas pelas pessoas num espaço privado onde a pessoa é o principal ator ou atriz do filme da sua vida. Nesse espaço são contadas histórias de todos os tipos e como se sabe toda boa história têm as narrativas dos eventos que são escutadas e vinculadas a um enredo que interligadas em sequencias são mostradas através do tempo e podem dar de acordo com as circunstâncias um novo enredo, uma nova visão de mundo pessoal.

Na Terapia Narrativa os pacientes ou clientes são os astros principais da história de suas vidas e são às experiências pessoais que moldam essas vidas. A Terapia Narrativa se apoia no axioma fundamental de que A PESSOA NÃO É O PROBLEMA – O PROBLEMA É O PROBLEMA. Ou dizendo de outra forma: NÓS NÃO SOMOS O PROBLEMA- O PROBLEMA É QUE É O PROBLEMA. Com base nessa crença máxima se desenvolve todo o processo terapêutico. O problema é algo que existe, mas nós não somos esse problema, pois temos inúmeras possibilidades ao nos movermos de uma posição fixa para outras formas alternativas.

O terapeuta narrativo trabalha com perguntas feitas sempre dentro da historia que a pessoa traz, porém a história da pessoa é que determina os conceitos teóricos com os quais se vai trabalhar.  Com os filmes, é logico que não faço perguntas, até porque a pessoa não está presente e seus problemas, bem ou mal, parece que mostram situações já resolvidas. Mas o terapeuta narrativo faz perguntas dentro da história do paciente para desconstruir o problema; faz perguntas para reconstruir a história para novas aberturas e reflexões e faz perguntas para ver se a nova forma de ver a situação está consolidada no processo de vida pessoa. São três etapas: desconstruir, reconstruir e consolidar o processo.

É bom lembrar que as perguntas abrem novas perspectivas, mas sempre são feitas dentro da historia que a pessoa traz e não por interpretações pessoais dos terapeutas. Nas perguntas se faz uma ligação entre a história do problema apresentado e os conceitos teóricos com os quais se vai trabalhar; as perguntas são feitas a partir da historia narrada que depois são vinculadas aos conceitos teóricos, sem nenhuma interpretação pessoal do terapeuta. As perguntas são feitas dentro da própria historia da pessoa que vem para a terapia, dentro da história que a própria pessoa conta que possa dar uma visão reflexiva da historia que está sendo narrada.

O terapeuta narrativo tem que dominar a teoria em que se apoia neste caso a abordagem da T. Narrativa para saber dançar e dar os passos certos, no momento apropriado com perguntas dentro da situação para reflexão da pessoa. Só assim é possível fazer aberturas no processo. Como já disse, tem que se saber dançar com os passos adequados, pois não se dança samba ao som de uma valsa. A música ou as perguntas tem que estar adequadas para as histórias e com os conceitos nos momentos adequados. O terapeuta faz a vinculação entre a história da paciente e os conceitos que quer colocar na pratica.

Na T. Narrativa a visão, crença, postura de qualquer pessoa é respeitada,. Respeitei a historia dos personagens dos filmes, apenas expus a abordagem da T Narrativa frente aos fatos abordados. O que quero com este livro? Quero pontuar e comentar o que vejo nos filmes biográficos com o apoio teórico da Terapia Narrativa. Vi os filmes com os olhos focados na Narrativa. Nos filmes explanados podem ser vistos vários conceitos da Terapia Narrativa porque na vida só um conceito não explica tudo.

REVERBERAÇÕES – são ideias e imagens nas quais a experiência de uma pessoa oferece para outras pessoas uma grande profusão de ideias através de papeis temáticos, crenças, valores, conflitos, relatos de histórias de vida que refletem e influenciam pessoas na relação com outras. Michael White e David Epston com esta nova abordagem estudaram situações que tiveram inúmeras reverberações no processo terapêutico narrativo como um todo.

Aqui estão os principais conceitos teóricos que pretendo abordar exemplificando com os filmes:

Nomear problemas – nomear histórias nos filmes e na vida em geral A pessoa não é o problema – O problema é o problema – Filme: A Teoria de Tudo e Uma Mente Brilhante, vidas de Stephen Hawking e John Nash. Destaco também o aspecto sócio cultural presente em suas vidas.

Externalização – Filmes: Vincent &Theo; Com Amor, Van Gogh. De forma geral este conceito também é mostrado em outros filmes.

Momentos Extraordinários-sinalizados nos filmes vistos acima e de forma geral na vida de quase todos.

Histórias Alternativas – sinalizadas em quase todos os filmes em especial no filme sobre Nise da Silveira.

Ausente, mas implícito. Filme: Os Amantes Do Café Flore - Um Novo Modelo de Relacionamento - O Casal Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre

Panoramas de Ação e de Identidade Nas biografias filmadas sobre todos os personagens temos esses panoramas, mas destaco como foram levados para o coletivo principalmente na vida de Martin Luther King, Gandhi e Mandela e Madre Thereza de Calcutá.

Testemunhas Externas – filmes sobre Martin Luther King, Gandhi e Mandela. Madre Thereza de Calcutá. Além dos milhares de pessoas que estiveram presentes nas passeatas, greves e viveram os problemas vividos por eles. Nós também somos Testemunhas Externas dos seus sonhos.

Reautoria – em todos os exemplos houve uma Reautoria na vida de todos. Todos desenvolveram e recriaram suas próprias vidas. O processo das vidas biografadas, por exemplo, o panorama de ação e de identidade é visto na própria biografia da pessoa. 

Todos os conceitos acima podem se tornar visíveis no processo das vidas de qualquer um de nós, apenas destaquei neste estudo aquele que mais se sobressaí no estudo biográfico filmado.

CAPÍTULO 1

A Terapia Narrativa foi desenvolvida como enfoque terapêutico a partir dos anos 80 através da cooperação entre MICHAEL WHITE E DAVID EPSTON, personalidades brilhantes que desenvolveram a base do que hoje conhecemos como Terapia Narrativa. WHITE (1994) acentua no atendimento a dominação cultural e desenvolve um trabalho terapêutico inserindo preconceitos e assuntos sócios culturais que de formas diferentes estão ligados à influência da psicopatologia. As pessoas procuram ajuda terapêutica porque a maioria das vezes as narrativas socialmente dominantes, organizadas a partir de verdades tomadas como adquiridas as impedem de viver suas narrativas preferidas. Michael White e David Epston desconstroem uma velha forma de lidar com as patologias e incluem na terapia as influencias socioculturais que também paralisam as pessoas, os preconceitos que são colados com as patologias mentais. Reconstroem as velhas ideias terapêuticas de que só o físico ou psíquico são doenças e os dois demonstraram que era e foi possível lidar de forma nova com essas conjunturas. Assim consolidaram novas aberturas para o que hoje chamamos Terapia Narrativa.

As três etapas desconstrução do problema que é trazido, a reconstrução de velhas histórias com as novas possibilidades das histórias alternativas e consolidação do que foi alcançado com a terapia são as principais etapas usadas num processo terapêutico. Ser normal, adequado, desejável, ter competitividade são pressupostos sociais que podem ter impacto poderoso na vida das pessoas, conduzindo a formação de narrativas que podem envolver sofrimento quando as pessoas não conseguem viver de acordo com essas conjecturas. Com sua visão social Michael White mostra outro lado do 19 problema, desvincula do psicológico e físico e acrescenta o sócio cultural. Sai de uma historia preferida para outra e os resultados são muito bons. Saímos dos clichês estabelecidos, fora das janelas fechadas para novas aberturas. As histórias que as pessoas trazem são decisivas para o entendimento dos métodos narrativos de trabalho. Essas histórias não são somente produções individuais, visto que, há pressuposições que as organizam (as verdades tomadas como adquiridas) e que são derivados de nossa história social e da nossa cultura. (Foucault). O terapeuta narrativo trabalha com a história que a pessoa traz, não encaixa a pessoa na teoria, parte sempre da história diferente que cada indivíduo traz.

O objetivo da T. Narrativa é mudar a relação da pessoa com o problema, construir histórias alternativas para que passem a viver uma nova história. Assim WHITE (1995) articula que na T. Narrativa: • Não é possível interpretarmos a experiência vivenciada por uma pessoa sem termos acesso a alguma estrutura compreensível da história da própria pessoa que nos proporcione um contexto das suas experiências pessoais, isto é, uma moldura que dê pertinência a um possível significado. • Menciona que os significados vindos da interpretação do terapeuta não são neutros em suas implicações, visto que, trazem em si efeitos reais do que o terapeuta diz, faz e os passos que dá na vida. Dai a importância da história da própria pessoa. • Para estabelecer de forma ativa a explicação da própria experiência se começa a partir de como se vive a própria vida, e “o ponto de vista da narrativa é que as histórias constituem a moldura para essa inteligibilidade”. • A metodologia do pensamento narrativo privilegia as particularidades das experiências vividas, as quais têm influencias vitais na trama das histórias, além de serem geradoras de significados. 20 • Dessa forma a T. Narrativa propõe que são as historias narradas pelos pacientes que determinam quais são os aspectos significativos das experiências que moldam suas vidas. • A T. Narrativa objetiva proporcionar múltiplas perspectivas de uma realidade vivida, pois existem múltiplos caminhos a escolher e percorrer. • Não existe um só caminho, Com essa convicção há uma visão aberta da história apresentada.

Na Terapia Narrativa, é mostrado que na vida assim como nos filmes:

* As histórias constam de eventos, * Interligados em sequências,

* Através do tempo. * De acordo com um enredo (Morgan, 2007).

Estamos em movimento, nosso mundo é uma imagem em movimento e isso é muito instigante. A T. Narrativa trabalha com as histórias narradas pelas pessoas num espaço privado onde a pessoa é o principal ator ou atriz do filme da sua vida. Nesse espaço são contadas histórias de todos os tipos e como se sabe toda boa história têm as narrativas dos eventos que são escutadas e vinculadas a um enredo que interligadas em sequencias são mostradas através do tempo e podem dar de acordo com as circunstâncias um novo enredo, uma nova visão de mundo pessoal. Na Terapia Narrativa os pacientes ou clientes são os astros principais da história de suas vidas e são às experiências pessoais que amoldam suas vidas.

A Terapia Narrativa se apoia na máxima fundamental de que A PESSOA NÃO É O PROBLEMA – O PROBLEMA É O PROBLEMA. Ou dizendo de outra forma: NÓS NÃO SOMOS O PROBLEMA- O PROBLEMA É QUE É O PROBLEMA. Com base nesta crença máxima se desenvolve todo o processo terapêutico. O problema é algo que existe, mas nós não somos esse problema, pois temos inúmeras possibilidades ao nos movermos de uma posição fixa para outras formas alternativas. Michael White e David Epston não tiraram essas ideias do nada, num passe de magica, todos os seus pressupostos foram influenciados por muitos outros estudos e examinados a fundo por eles para chegarem aos conceitos que desenvolveram na divulgação da sua abordagem. Será ótimo para quem quiser saber mais dessas influencias ler alguns dos livros de Michel White. Estou colocando aqui os pressupostos difundidos, aceitos e já divulgados dentro dessa abordagem.

O terapeuta narrativo trabalha com questionamentos, perguntas que são feitas sempre dentro da historia que a pessoa traz, é sempre a história da pessoa que determina os conceitos teóricos com os quais se vai trabalhar. Não se encaixa os conceitos na vida da pessoa, mas o contrario, trabalha-se a história da pessoa e se une aos conceitos que se conhece da abordagem. Não é de uma interpretação que as pessoas precisam, mas de uma nova atitude para se engajarem com a vida. Com os filmes, é logico que faço explanações, até porque a pessoa não está presente e seu problema, bem ou mal, parece que já mostram situações resolvidas.

O terapeuta narrativo faz perguntas dentro da história do paciente para desconstruir o problema; faz perguntas para reconstruir a história para novas aberturas e reflexões e faz perguntas para ver se a nova forma de perceber a situação está consolidada no processo de vida pessoa. São três etapas: desconstruir, reconstruir e consolidar o processo. É bom lembrar que as perguntas abrem novas perspectivas, mas sempre são feitas dentro da historia que a pessoa traz e não por interpretações pessoais dos terapeutas. Nas perguntas se faz uma ligação entre a história do problema apresentado e os conceitos teóricos com os quais se vai trabalhar; as perguntas são feitas a partir da historia narrada que são vinculadas aos conceitos teóricos, sem nenhuma interpretação pessoal do terapeuta. Usa-se a teoria para apoiar o trabalho terapêutico, mas as perguntas são feitas dentro da própria historia da pessoa que vem para a terapia.  A depender do caso, é possível fazer perguntas a partir de qualquer parte da historia com qualquer conceito que possa dar uma visão reflexiva da historia que está sendo narrada. O terapeuta narrativo tem que dominar a teoria em que se apoia neste caso a abordagem da T. Narrativa para saber dançar e dar os passos certos, no momento adequado com perguntas apropriadas para reflexão da pessoa. Só assim é possível fazer aberturas no processo. Como já disse, tem que se saber dançar com os passos adequados, pois não se dança samba ao som de uma valsa. A música ou as perguntas tem que estar adequadas para as histórias e com os conceitos nos momentos adequados. O terapeuta faz a vinculação entre a história da paciente e os conceitos que quer colocar na prática. Na T. Narrativa a visão, crença, postura de qualquer pessoa é respeitada, seja paciente ou não. Respeitei a historia dos personagens dos filmes, apenas expus a abordagem da T Narrativa frente aos fatos abordados.

O que quero com este livro? Quero pontuar e comentar o que vejo nos filmes dos dramas biograficos com o apoio teorico da Terapia Narrativa. Vi os filmes com os olhos focados na Narrativa. Nos filmes explanados podem ser vistos vários conceitos da Terapia Narrativa porque na vida só um conceito não explica tudo, todavia na discussão dos filmes dou destaque ao foco que mais explica ou especifica determinada situação teórica. Focalizo mais num só conceito ou em dois mais significativos que explicam o alvo fundamental a ser apontado e as principais reverberações que alcançam a descrição dos problemas. MICHAEL WHITE E DAVID EPSTON desconstruiram o modelo terapeutico de lidar só com as patologias e incluiram os preconceitos socioculturais que estão colados às patologias mentais. Reconstruiram e demonstraram que era possivel novos conceitos, novas formas de lidar com essas situações demonstrando que não somos o problema - o problema é que é o problema, assim consolidaram novas aberturas para o que hoje se chana Terapia Narrativa.

REVERBERAÇÕES – são ideias e imagens nas quais a experiencia de uma pessoa oferece para outras pessoas uma grande profusão de ideias através de papeis temáticos, crenças, valores, conflitos, relatos de histórias de vida que refletem e influenciam pessoas na relação com outras. Michael White e David Epston com esta nova abordagem estudaram situações que tiveram inumeras reverberações no processo terapeutico narrativo como um todo.